domingo, 29 de novembro de 2020

 Poema – vida

O código de barras,

À nascença nos acompanha,

Trás tempo de validade,

O tempo se chama vida,

Em total desigualdade,

Curta ou mais comprida,

Em escrita indecifrável,

Não consegue ser lida,

Nem tão pouco inescrutável,

Sem poder ser alterado,

Naquela data improvável,

O destino vem marcado,

É feita a separação,

Para o nosso coração.

Rio de Mouro 30-11-20

Francisco Parreira.

sábado, 28 de novembro de 2020

 #EmNovembroDeslumbroNosDesafios#

Amor

Para hoje a sugestão,

Escrever sobre o amor,

Onde as leis da natureza,

Praticam a sua acção,

No sentimento, carinho e beleza,

Gerando grande atracção,

Entre coisas e pelas coisas,

Sem qualquer distinção,

Tantas as formas de amar,

Para quebrar a solidão,

E para tudo continuar,

Promove a procriação.

Rio de Mouro – Francisco Parreira

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

 

Bactéria/vírus

Mostra-te ao mundo,

Não andes escondida

Invisível, vil bactéria,

Mortífera é tua causa,

O mundo está na miséria,

Onde não faças estragos,

Procura novo hospedeiro,

De gravata e paletó,

Humaniza-te sê cavalheiro,

Infectados por ti metem dó,

Não conseguem respirar,

Nas gargantas dás-lhe nó,

Sufocas até matar,

A família está ausente,

Teu contacto é latente,

Não se pode aproximar,

Para o último adeus,

Resta-lhe na fé a esperança,

Que sigam em paz com Deus.

 

 Rio de Mouro 23-11-20.

Francisco Parreira.

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

 

Parques de merendas

Parques de merendas na aldeia de Rio de Mouro, à data em que vim para cá morar, Abril de 1973, se os havia desconheço, não levem a mal, mas é a verdade.

Lembro-me de tardiamente, ouvir falar no pinhal do Escouto, onde diziam haver uma fonte com água muito fresca, onde aos fins-de-semana, alguns fregueses passavam as tardes de Domingo, gozando o ar puro do pinhal e regalando-se com a água fresca.

Não tínhamos transporte próprio, as nossas deslocações eram de camioneta e comboio, não eramos e não somos, grandes adeptos das refeições em campo aberto, onde normalmente as mesmos são autênticas pistas de aterragem dos indesejáveis insectos vespas e moscas.

  Assim quando a oportunidade se proporcionava, o nosso destino era a proximidade do mar, se o tempo permitia, a praia grande era a preferida, para dar largas a nossa imaginação, brincar, correr, saltar, ao fundo bem perto do rochedo, aquelas dezenas de degraus, quantas as vezes que os subi e desci não sei, mas foram bastantes. Outro lugar preferido era o Parque da Liberdade em Sintra, onde já havia e ainda há, parque de merendas e espaço para crianças, rodeados daquele frondoso arvoredo, ali sim eram três em um, natureza, parque de merendas e parque infantil, tudo quase à mão de semear.  

Quando aqui aluguei casa, fiquei a residir na extrema da freguesia, que alguns consideravam Mem-Martins, aonde também me deslocava amiúde, por ser mais perto, a confusão no poder local era tal, que quando nas eleições em 25 de Abril de 1975 se foi votar, os moradores do meu prédio votaram consoante o cariz político das freguesias, Rio de Mouro esquerda, Mem-Martins direita, no mesmo prédio duas freguesias.

Rio de Mouro 09-11-20 – Francisco Parreira.