segunda-feira, 11 de outubro de 2021

 O caminho vai sendo feito dia a dia.

A magia do inicio abriu caminho a uma das mais bonitas histórias que conheço...
Fomos abrigo, ombro... companhia... afecto.
Fomos piscar de olho, mão na mão, sorriso no rosto e abraço...
Fomos e somos porque o nosso caminho segue...
Quando a vida nos pôs à prova enquanto sociedade... vivemos juntos a pior história colectiva que temos memória...
Ficamos em casa mas não desistimos de estar uns com os outros...
Estivemos... estivemos de tal ordem que fomos exemplo... que recebemo convites... que partilhamos com os outros a nossa história.
Em Setembro voltámos... com muita pena ainda não conseguimos dar resposta a todos os pedidos... mas vamos dar ❤
Unidos temos vivido... temos dado gargalhadas e temos chorado.
Ganhámos muito... perdemos algumas vezes... algumas com uma dor que ficará para sempre.
Mas hoje... 3 semanas depois de iniciarmos as aulas... escrevo para agradecer aos nossos professores... por tudo ❤❤❤
Aos nossos alunos por quererem estar connosco e fazerem com que tenhamos orgulho no caminho.
Agradecer à junta de freguesia na pessoa do seu presidente por nos permitir ser... por nos deixar sonhar...
Agradecer ao Luís por estar connosco.
Agradecer... agradecer... Porque Obrigada vai ser sempre pouco por tanto que damos uns aos outros

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

 A morte não é nada (Santo Agostinho)

“A morte não é nada.
Eu somente passei
para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.
Me dêem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.
A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas?
Eu não estou longe,
apenas estou
do outro lado do Caminho…
Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi.”
Santo Agostinho

domingo, 12 de setembro de 2021

 9 de setembro às 11:43

 
REFLETINDO… (43)
SABER OUVIR
Saber ouvir é muito mais importante que um papagaio numa janela…
Saber ouvir tem a ver com a nobreza do respeito pelo outro. Um respeito que obedece à energia do tempo, para que o outro tenha a possibilidade de entrar, sem pressão e sem medo, no seu interior e extrair daí a verdade que nos deseja transmitir.
Para aqueles que ouvem nesta vibração, sabem que, saber ouvir é um aprender constante; um reajuste de conceitos; uma energia de tolerância, de aceitação, de não julgamento e de amor pelo outro.
Saber ouvir não é sinónimo de vaidade, de individualismo, de protagonismo. Não! Não é e não pode ser. Tem que ser reflexo de humildade, de simplicidade. Do desejo de ver o mundo com outros olhos; com outra tolerância, outro autoconhecimento e autocontrole.
Saber ouvir é sinal que toda a pessoa humana merece a nossa paragem no caminho: o nosso tempo, a receção das suas palavras, das suas preocupações, dos seus medos.
Saber ouvir é estar alerta de quando uma palavra e um gesto nosso, no momento certo, pode ajudar na criação de sorrisos, de esperança, confiança e autoestima.
Luciano Reis
2021-09-08 (Algueirão/Sintra

sábado, 28 de agosto de 2021

 A ratazana e o gato

I - Para a manhã ser diferente,

Já encontrei diversão,

Observar a ratazana,

No relvado em exibição.

II – Do tubo corre para a relva,

Onde recolhe o pão,

Rápido volta ao tubo,

Sem qualquer perturbação.

III – Apareceu o gato branco,

O jogo está mudado,

Aquele caçador felino,

Está ali agachado.

IV – Para-o-que-der-e- vier,

A ratazana cautelosa saiu,

Ao examinar o terreno,

Logo o inimigo viu.

V – Em grande reviravolta,

Ao esconderijo voltou,

Com transeuntes na rua,

Todo o cenário mudou. 

VI – Com esta caçada falhada,

 Uma vida se salvou,

O caçador lentamente,

O campo de caça abandonou.

VII – O lindo gato branco,

Que aqui agora caça,

Costumava estar à janela,

Até lhe achava graça.

VIII – Pela janela cerrada,

Triste a rua mirava,

Seus instintos não sei,

Mas liberdade ele esperava.

IX – liberdade adquirida,

Sem grades nem peia,

Apanhá-lo já quiseram,

Mas pela rua ele vagueia.

X – Marcando o seu terreno,

Branquinho e roliço,

Onde se desloca,

Sem qualquer compromisso.

Rio de Mouro 29-08-2021 Francisco Parreira

sábado, 31 de julho de 2021

 Este ano como no ano passado escrevo no último dia antes das férias para vos agradecer.

No inicio de Setembro de 2020 fizemos as nossas inscrições… com todas as restrições avançamos com a coragem que nos caracteriza e conseguimos ao longo de 3 meses fazer o nosso caminho.
Menos pessoas nas salas, horários de saídas e entradas desencontrados, medição de febre, desinfeção das mãos, desinfeção de cadeiras e mesas a cada mudança de turma… adaptamo-nos… porque o que mais queríamos era voltar a estar juntos.
Durante este tempo conseguimos dar resposta em regime presencial e online e estar presente na vida dos nossos alunos todos os dias da semana e várias vezes ao dia.
Conseguimos até realizar a nossa festa de Natal… que aconteceu virtualmente… na página da nossa universidade sénior…
Depois vieram as férias de Natal… e quando pensávamos que voltaríamos em Janeiro… aconteceu que… tivemos que voltar a ficar em casa.
E ficámos… sempre a cumprir e a sonhar… o sonho nunca nos abandonou… sentimos muito… com intensidade e amor… jamais morreriam os sonhos… fosse pelo que fosse.
E fizemos, directos com poesia, com anedotas, com canções, e fizemos vídeo chamadas diárias, almoços por vídeo chamada, a nossa rádio USCARM, a nossa rádio novela, levamos afectos de porta a porta, 6 peças de teatro… e tantas coisas bonitas que nos ajudaram a ultrapassar este momento e nos fizeram mais próximos.
Em Maio regressámos aos dois regimes… presencial e online… voltamos a ver-nos, a olhar-nos… a sorrir, a abraçar, a beijar… com o olhar…
Depois veio Junho… voltamos a fazer a nossa colónia de férias, fizemos saídas em grupo e continuámos a ter aulas.
Em Julho voltámos a sair… convivemos… unimos… demos e recebemos o melhor que temos…
Ao longo deste tempo nunca nos sentimos sós… cada um deu o melhor que tinha para aconchegar o outro…
Superamos medos, cumprimos sonhos, deixamos para trás inseguranças e medos e juntos começamos a fazer coisas que julgávamos não conseguir…
Muito mais podia escrever aqui… mas nada conseguirá chegar ao que sentimos… existem coisas que se sentem… e pronto… não é possível escrever a dimensão do amor.
Uma palavra aos nossos alunos que podendo escolher fazer outras coisas… escolheram estar connosco, mostrando que as respostas que criamos faziam sentido.
Aos nossos professores um obrigada gigante por estarem sempre… não há palavras para vos agradecer a total disponibilidade.
Ao Luís outro obrigada gigante por todo o apoio e amizade… por olhar com tanto afecto pelos nossos.
À Junta de freguesia na pessoa do seu presidente obrigada por nos permitir seguir… sonhar e por acreditar neste projecto de AFECTOS.
A todas as pessoas que de uma forma ou outra apoiaram qualquer que fosse a actividade promovida pela universidade… OBRIGADA.
Os meus obrigadas são ditos diariamente porque a gratidão e o respeito são as duas coisas que considero fundamentais na convivência em grupo.
Despeço-me com um até breve… de coração cheio e AMOR por tod@s.
Vamos de férias… mas deste lado estaremos sempre à distância de uma mensagem ou telefonema… tudo que precisem estamos cá.
Um abraço bem apertado… seguimos JUNTOS.
Obrigada por serem USCARM

domingo, 25 de julho de 2021

Deusa Puta - Deusa das árvores

Puta é a Deusa da Poda das árvores e das vinhas. Sim, Puta vem da palavra Poda, (como vem a palavra amputar, podar membro do corpo).
Existem controvérsias se Puta seria uma deusa Grega ou Romana, mas seria sempre a deusa menor da agricultura, responsável pela poda das árvores, muito importante para a fertilidade e melhoria dos frutos. De acordo com a mitologia grega, Puta era filha de Deméter, deusa da agricultura e da colheita e do príncipe Triptólemo, e nasce com dons para a poda, sendo por isso adorada pelos agricultores.
Diz a história que no dia da poda, suas devotas, sacerdotisas, se reuniam na floresta e celebravam o momento com danças, com música, com toques e trocas, com desejo e prazer. Tudo em honra à força que surge nas plantas depois que são podadas. Algumas fontes referem-se a estes bacanais sagrados como sendo apenas entre mulheres, já outros textos que li falam desses encontros como celebrações em que os homens poderiam participar, uma vez que pagassem pela participação, e é daí que surge o conceito de Puta como troca de prazer sexual por dinheiro que temos nos dias de hoje.
Era a celebração do abandono do que não faz mais sentido ficar, do deixar ir para seguir mais leve, do alimento mais nutritivo e abundante que vem depois dos cortes dos galhos.

Mulheres, juntas, que se desprendem e libertam, e são filhas da terra, das árvores, dos ciclos. Deusa Puta - Deusa das árvores

Puta é a Deusa da Poda das árvores e das vinhas. Sim, Puta vem da palavra Poda, (como vem a palavra amputar, podar membro do corpo).
Existem controvérsias se Puta seria uma deusa Grega ou Romana, mas seria sempre a deusa menor da agricultura, responsável pela poda das árvores, muito importante para a fertilidade e melhoria dos frutos. De acordo com a mitologia grega, Puta era filha de Deméter, deusa da agricultura e da colheita e do príncipe Triptólemo, e nasce com dons para a poda, sendo por isso adorada pelos agricultores.
Diz a história que no dia da poda, suas devotas, sacerdotisas, se reuniam na floresta e celebravam o momento com danças, com música, com toques e trocas, com desejo e prazer. Tudo em honra à força que surge nas plantas depois que são podadas. Algumas fontes referem-se a estes bacanais sagrados como sendo apenas entre mulheres, já outros textos que li falam desses encontros como celebrações em que os homens poderiam participar, uma vez que pagassem pela participação, e é daí que surge o conceito de Puta como troca de prazer sexual por dinheiro que temos nos dias de hoje.
Era a celebração do abandono do que não faz mais sentido ficar, do deixar ir para seguir mais leve, do alimento mais nutritivo e abundante que vem depois dos cortes dos galhos.

Mulheres, juntas, que se desprendem e libertam, e são filhas da terra, das árvores, dos ciclos.Deusa Puta - Deusa das árvores

Puta é a Deusa da Poda das árvores e das vinhas. Sim, Puta vem da palavra Poda, (como vem a palavra amputar, podar membro do corpo).
Existem controvérsias se Puta seria uma deusa Grega ou Romana, mas seria sempre a deusa menor da agricultura, responsável pela poda das árvores, muito importante para a fertilidade e melhoria dos frutos. De acordo com a mitologia grega, Puta era filha de Deméter, deusa da agricultura e da colheita e do príncipe Triptólemo, e nasce com dons para a poda, sendo por isso adorada pelos agricultores.
Diz a história que no dia da poda, suas devotas, sacerdotisas, se reuniam na floresta e celebravam o momento com danças, com música, com toques e trocas, com desejo e prazer. Tudo em honra à força que surge nas plantas depois que são podadas. Algumas fontes referem-se a estes bacanais sagrados como sendo apenas entre mulheres, já outros textos que li falam desses encontros como celebrações em que os homens poderiam participar, uma vez que pagassem pela participação, e é daí que surge o conceito de Puta como troca de prazer sexual por dinheiro que temos nos dias de hoje.
Era a celebração do abandono do que não faz mais sentido ficar, do deixar ir para seguir mais leve, do alimento mais nutritivo e abundante que vem depois dos cortes dos galhos.
Mulheres, juntas, que se desprendem e libertam, e são filhas da terra, das árvores, dos ciclos.

domingo, 18 de julho de 2021

 Era o sorriso bem solto

passou por aquele espinho
e perdeu-se no caminho...
Marisa chegou
o riso voltou
ouviu-se, ecoou,
uma gargalhada se soltou
Um palhacinho que conta,
a história na sua vida
É o sorriso bem solto
Era o tempo prazenteiro
ficou sem companheiro
lá veio a solidão...
Marisa chegou
a tristeza passou
que em seu lugar
a cantar e a dançar
a alegria se espalhou.
Um palhacinho que conta,
a história na sua vida
É o sorriso bem solto
É o tempo prazenteiro
Era a vida a deslizar
mas no tempo a tropeçar
sem vontade de avançar...
Marisa chegou
os passos libertou
uma mola se soltou
a correr e a saltar
a vontade de brincar
nunca mais se quis parar.
Um palhacinho que conta,
a história na sua vida
É o sorriso bem solto
É o tempo prazenteiro
É a vida a deslizar
Era a linda confiança
encostou-se à parede
e perdeu toda a esperança
Marisa chegou
pouco a pouco se soltou
o querer continuar
em união caminhar
com amor se misturar
cada dia a passar
com o futuro sonhar
Um palhacinho que conta,
a história na sua vida
É o sorriso bem solto
É o tempo prazenteiro
É a vida a deslizar
É a linda confiança
É Marisa que criou
Uma vida bem vivida
Com o mundo "Criar Afectos"
Uma vida conseguida!
Um palhacinho que conta,
a história na sua vida
É o sorriso bem solto
É o tempo prazenteiro
É a vida a deslizar
É a linda confiança
É Marisa que criou
Uma vida bem vivida
Com o mundo "Criar Afectos"
Uma vida conseguida!
(IsabelOrangeRapazdeSousa)