terça-feira, 9 de junho de 2020


Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Falar do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, da expressão popular, nacional, internacional, político e monetário que atingiu, terei que recuar ao ano de 1880, data em que o rei D. Luís I, instituiu por decreto real, o dia da Festa Nacional e de Grande Gala, para comemorar os 300 anos, da morte de Luís Vaz de Camões.
Em 1919 através de decreto é consagrado como feriado nacional e em 1925, já era comemorado a nível nacional.
Durante o estado novo e até 25 de Abril de 1974, o 10 de Junho era conhecido como Dia de Camões, de Portugal e da raça, homenageando também as Forças Armadas Portuguesas.
Em 1978 passou a chamar-se Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Só após esta data se expandiu a sua importância, com Comemorações Oficiais, presididas pelo Presidente da República, sendo ele a eleger a cidade, que vai receber a sede das comemorações oficiais, nestes actos também vão participar, o Presidente da Assembleia da República, o Primeiro-Ministro, Chefias Militares e outros membros do governo.
Este dia é comemorado oficialmente em Portugal e em todo o mundo, onde vivem comunidades portuguesas e envolvem diversas cerimónias, militares, exposições, concertos, cortejos, desfiles e também a cerimónia de condecorações feitas pelo Presidente da República.

Rio de Mouro, 09-06-2020 – Francisco Parreira.


sexta-feira, 5 de junho de 2020


AMBIENTE

Pelo ambiente dou tudo,
Poupo naquilo que posso,
Não alinho em desperdícios,
Nem em sujidades a granel,
Selecciono bem os contentores,
Para reciclagem verdadeira,
Das existentes dez cores,
Escolho o preto para madeira,
No verde vidros e espelhos,
Resíduos radioactivos no roxo,
Os plásticos no vermelho,
No laranja perigosos residuais,
Resíduos orgânicos no marrom,
No branco os ambulatoriais,
No amarelo o metal,
O papel entra no verde,
Para o cinza atiro o geral.
Rio de mouro 05-06-20202
ancFrisco Parreira.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Liberdade - de Marisa dias Pereira.

Essa tal Liberdade
que corre nas veias...
que me permite amar...
sonhar...
falar...
ser feliz...
Essa tal Liberdade de pensamento...
de alma...
de espírito...
Essa tal Liberdade que é pão...
que é fruto...
que é trabalho...
Essa tal Liberdade que é vida...
que é fraternidade...
que é luta...
que é vontade...
Essa tal Liberdade que é poesia
é abraço...
é beijo...
é afago...
Essa tal liberdade que permite ser...
que me deixa estar...
que me permite sonhar...
que me faz crescer...
Essa tal Liberdade que é verdade
que é ombro...
que é colo...
que é protecção...
Essa tal Liberdade que é tudo...
que é impossível ser explicada...
porque é demasiado grande...
E tem que ser vivid

terça-feira, 12 de maio de 2020

==Andorinha==
Andorinha chegaste,
Os insectos que se cuidem,
És das poucas aves,
Que se alimentam a voar,
Como gostas do calor,
Vens aqui nidificar,
Na Primavera chegas laboriosa,
Começas a trabalhar,
No bico trazes o barra,
O ninho vais edificar,
Onde depositas os ovos,
Para tua prol criar,
Na Primavera e Verão,
O frio do Inverno está a chegar,
Os filhos estão criados,
Está na hora de abalar,
Terras mais quentes procurar.
Rio de Mouro, 12-05-20
Francisco Parreira.

segunda-feira, 11 de maio de 2020


#Esperança #
Era rapaz, inexperiente jovem.
Idade do amor e esperança,
Sem futuro nem liberdade,
Muito menos confiança.
Não podia juntar amigos,
 As câmaras não nos espiavam,
Tínhamos olhos inimigos,
Que os paços nos vigiavam.
Sempre disponíveis e prestáveis,
As nossas conversas ouviam,
Sem nos apercebermos,
O cerco assim nos faziam.
A altas horas da noite,
Por desconhecidos acordados,
Sem quaisquer explicações,
Eramos encarcerados.
Tudo bem preparado,
Na mira a eleição
Do candidato indicado,
Para a farsa e ilusão.
Já durante a campanha,
Sem qualquer fiscalização.
Os ajuntamentos proibidos,
Vinha logo a repressão. 
Vinha de qualquer lado,
Tudo era confusão,
Tudo tinha que andar alerta,
Para não ir para a prisão.
De atalaia e aprumados,
Íamos olhando em frente,
Íamos imaginando e vendo
O candidato Arlindo Vicente.
Mas toda a esperançados,
Estava ali ao lado,
Para aí olhávamos,
Víamos Humberto Delgado.
Olhando lá para trás,
Víamos Américo Tomás,
Para cima ninguém queria olhar,
Porque aí víamos o Salazar.

Rio de Mouro 11-05-20,
Francisco parreira.

terça-feira, 5 de maio de 2020

#13 de Maio #
Nesta data santificada,
Foi na Cova da Iria,
Pela primeira vez,
Um raio de luz (ilusão) aparecia,
Na copa da azinheira,
Quando ela florescia,
Lá andavam os pastorinhos,
 A apascentar o rebanho naquele dia,
Para o susto não ganharam,
Com o que na árvore se via,
Até à próxima aldeia,
Foi uma louca correria,
Para contarem aos mais velhos,
O que a luz dizia,
O senhor padre quis saber,
Da boca deles ouvia,
Interessado quis ir ver,
Estava ele intrigado?
Lá foi com a multidão,
No dia que fora indicado,
Lá virão o - raio de luz- clarão,
Sem averiguarem a origem,
Era uma aparição,
A igreja estava ciosa,
Iniciou a oração,


Na redondeza a notícia espalhada,
Espevitou a população,
Que não deixou mais o terreiro,
Hoje acolhe a multidão
De todo o mundo oriunda,
Fazendo peregrinação.

Rio de Mouro – 05-05-20
Francisco Parreira-

sábado, 2 de maio de 2020

--Universo--

Tu és a água do mar,
Tu és a terra e a floresta,
Tu és o ar que respiramos,
Tu és tudo o que mais resta,
Tu és frio, és calor,
Tu és o sol que nos aquece,
Tu és tudo quanto nós vemos,
Que no cosmos aparece,
Tu és a sociedade,
Hoje em degradação,
Por ela és mal tratada,
Sofres com a poluição,
Tu és incomensurável,
De desconhecida dimensão,
Tuas medidas não se sabem
E tarde se saberão.

 Rio de Mouro 02-05-20
Francisco Parreira.