quarta-feira, 1 de agosto de 2018

T o m á s É para ti Tu pequenino eras, Naquela alcofa deitado, Quando a casa cheguei, Me coloquei a teu lado, Tão satisfeito fiquei, Conosco ele vai crescer, Foi assim que pensei, De igual para igual, Sendo tu o mais novinho, Sempre bem comportado, Todos te deram carinho, Mesmo tendo abalado, Para seguir o caminho, Por ti escolhido e trilhado. Sendo sempre bom aluno, Com garra e dedicação, Vi o teu sonho seguires, Com determinação, Estás nessa fase final, E outra nova se inicia, Com a merecida bênção, Dessa linda verde fita, Dás-me tanta alegria, Saltita meu coração, Francisco Parreira, 23-05-2018
Grupo de praia I No bairro da tabaqueira, Foram as últimas entradas, O grupo alegre e sorridente, Seguiu por ruas e estradas. II Nossa Directora Marisa, Tem tudo bem controlado, Se São Pedro mandar chuva, Vamos para outro lado. III Com o amigo motorista, Competente Luís Raminhos, Estamos descansados, Conhece bem os caminhos. IV As nuvens o sol escondiam, Agreste aragem, pedras, água fria. Ir ao banho nem pensar, Neste primeiro dia. V Numa manhã intempestiva, Borrasca pelo caminho, Em Mafra matei a gula, Com café e um fradinho. VI O tempo razoável, Para o corpo molhar, Daquele pedregoso fundão, Achei sensato recuar. VII Para praia dia chuvoso, Então para nosso bem, Seguimos para Lisboa, Aos pastéis de belém. VIII O sol anda escondido, Nesta e outras manhãs, Foi agradável o passeio, Até à praia das maçãs. IX Agradáveis momentos perdi, No dia que bom veio, Na praia não compareci, Fui ao norte em passeio. X Com o sol envergonhado, Estamos pelos cabelos, Nossas actividades, Ginástica e passagem de modelos. XI A este grupo valente, Frio e chuva não faltou, Para não resfriarmos, A Mafra o Luís nos levou. XII Parece que o tempo melhorou, Custa-me acreditar, Que um dia apenas falta, Para este grupo terminar. XIII Para-o-que-der-e-vier, amanhã, Para a amizade selar, Assim todos reunidos, Em pic-nic vamos almoçar. XIV Fazer parte deste grupo, Foi muito bom, podem crer, Em conhecimento e afectos, Enriqueci meu saber. XV Continuaremos na USCARM. Nos veremos outro dia, A todos muito obrigado, Pela vossa simpatia. Casais 13 – 06 – 2018 – Francisco Parreira.
O meu dia 25 de Abril de 1974 Naquela manhã de quinta-feira, Ir trabalhar era normal, Comboio e metro me levaram, Até aquele tribunal, Onde rol de testemunhas, Naquele prazo final, Eu devia entregar. Aqueles extremosos soldados, Comigo à porta a dialogar, A entrada me barravam, Nada podiam mudar, A cumprir ordens estavam. Foi na paragem em frente, Que o autocarro ( carreira oito ) apanhei, Sem qualquer obstrução, Ao trabalho cheguei, Na minha secção, A saber fiquei, Não havia solução. Por militares revoltosos, O aeroporto estava tomado, Dali não ia partir, Qualquer avião aparcado, E saber-se lá para onde, Seria então desviado, O trafego ali esperado. Sugeriu então a chefia, Acatemos os conselhos, Ouvidos na telefonia, Vamos todos para casa, Amanhã será outro dia. A sair fui o primeiro, Para a paragem corri, Veio o quarenta e cinco, Nesse mesmo eu subi, Sem definido o destino, Nas ruas já algum povo, Que parecia sem tino. Para-o-que-desse-e-viesse, Os militares atentos, Ferramenta do dia preparada, Vigiavam pontos-chave e monumentos. No Terreiro do Paço apeei, Bastante era o povo ali, Quantas centenas não sei, Nem acreditar queria, Naquilo que observei, Era mesmo de terror, O senário montado estava, Em terra aquele canhão, Sua mira apontava, Àquele vaso de guerra, Que no mar da palha navegava, Os seus canhões exibia, Naquela curta distância, O alvo não falharia. A quem prefere a paz à guerra, Aquele senário desagradava. Subi ao Largo do Carmo, Ver como aquilo lá estava. Em amena cavaqueira, De tudo e muito lá se falava, Com os militares presentes. Ao ser noticiado, Que doutor Marcelo Queitano, Estava ali refugiado, Nem meia hora passada, O espaço estava lotado, Bancos, estátuas e árvores, De pináculos serviam, Também palavras de ordem, Já por ali se ouviam. Nos carregadores as balas, Nos canos cravos vermelhos se viam, Para aquele quartel fronteiro, Todos pontaria já faziam, Manuseio de armas ligeiras e morteiro, No telhado era visível, Um senário dantesco e atroz, Estava lá frente a frente, À vista de todos nós, Nada mais nos era dito, Só se ouvia a nossa voz, Numa desconexa gritaria. De minha livre vontade, Passo à frente passo atrás lá saía, À António Maria Cardoso, Ir também eu queria, Espreitar aquelas janelas, Era tanto o povo que havia, Naquelas ruas e ruelas, Era quase impossível, Transitar nelas. Desci então ao Rossio, Onde errada ou certa, Tomei uma decisão, Com a mulher e o filho preocupado, Dirigi-me à estação, Os conselhos da rádio acatei, O comboio estava normal, Para casa regressei, Naquele dia muito perdi, Nem assisti a rendição, Depois de em casa entrar, Nos jornais, rádios ou televisão, Vi o que me quiseram mostrar.PS – passado a limpo em2018 Francisco Parreira – 08-05-2018

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Grupo de praia I No bairro da tabaqueira, Foram as últimas entradas, O grupo alegre e sorridente, Seguiu por ruas e estradas. II Nossa Directora Marisa, Tem tudo bem controlado, Se São Pedro mandar chuva, Vamos para outro lado. III Com o amigo motorista, Competente Luís Raminhos, Estamos descansados, Conhece bem os caminhos. IV As nuvens o sol escondiam, Agreste aragem, pedras, água fria. Ir ao banho nem pensar, Neste primeiro dia. V Numa manhã intempestiva, Borrasca pelo caminho, Em Mafra matei a gula, Com café e um fradinho. VI O tempo razoável, Para o corpo molhar, Daquele pedregoso fundão, Achei sensato recuar. VII Para praia dia chuvoso, Então para nosso bem, Seguimos para Lisboa, Aos pastéis de belém. VIII O sol anda escondido, Nesta e outras manhãs, Foi agradável o passeio, Até à praia das maçãs. IX Agradáveis momentos perdi, No dia que bom veio, Na praia não compareci, Fui ao norte em passeio. X Com o sol envergonhado, Estamos pelos cabelos, Nossas actividades, Ginástica e passagem de modelos. XI A este grupo valente, Frio e chuva não faltou, Para não resfriarmos, A Mafra o Luís nos levou. XII Parece que o tempo melhorou, Custa-me acreditar, Que um dia apenas falta, Para este grupo terminar. XIII Para-o-que-der-e-vier, amanhã, Para a amizade selar, Assim todos reunidos, Em pic-nic vamos almoçar. XIV Fazer parte deste grupo, Foi muito bom, podem crer, Em conhecimento e afectos, Enriqueci meu saber. XV Continuaremos na USCARM. Nos veremos outro dia, A todos muito obrigado, Pela vossa simpatia. Casais 13 – 06 – 2018 – Francisco Parreira.

domingo, 8 de julho de 2018

Coincidências Estava hoje no terreiro das festas da vila de Rio de Mouro. Dei por falta de um artigo, o boné, que tinha ficado no carro, esquecimento pensei eu. olhei o relógio era cedo, fui buscá-lo ao carro, que estava no parque da Igreja. De volta algum do pessoal da Universidade estava a entrar para a junta de freguesia. Chegado ao recinto, estava a iniciar a actuação do primeiro grupo, Olhei o relógio estava parado, olhei e voltei a olhar o recinto, onde o pessoal da Universidade era em número reduzido, lembrei-me, tinham ido à junta, mas logo foram à junta na hora de se iniciarem as actuações. Mas há mais, o atraso da actuação das marchas, reduziu o tempo de actuação do ultimo rancho. Como não há duas sem três, quando vim a casa, fiquei sem carro, não me sendo possível ir ver a actuação da orquestra. na minha maneira de pensar, foram coincidências a mais para uma só tarde. Deitando tudo isto para trás das costas, foi uma tarde maravilhosa. Um obrigado a todos os que se esforçaram e labutaram para que tudo corresse bem, como aliás correu e penso que os fregueses tal como eu, estão satisfeitos. 08-07-2018.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Cantor Pedro Barroso confessa que não consegue ser “gay” POEMA O cerco Venho aqui pedir desculpa de não ser evoluído, apesar destas campanhas na rádio, na televisão, em toda a parte, insistindo na urgência do assunto… Eu não consigo gostar; - não consigo mesmo, pronto. Sei que pertence ser gay, toda a gente deve ser. Mas eu, lamentavelmente não sou como toda a gente; Como aconteceu... não sei, peço desculpa por isso, mas confesso: sou… diferente. Sei que vos pode ofender esta minha enfermidade, pois um gajo que assim pensa hoje em dia, não tem nexo; deveria ser banido, expulso da comunidade. É uma vergonha indecente Gostar de mulher, ter filhos Casar, afagar, perder-se Com pessoa doutro sexo! Uma nojeira repelente; Dar-lhe, até, beijos na boca em público! E declarar Esta sua preferência Que eu nem sei classificar! Tenho uma vergonha louca E desejo penitência por tal desconformidade, retardamento, machismo, doença, fatalidade! Já tentei tudo: - inscrevi-me em saunas, aulas de dança cursos de perfumaria origami, greco romana, ioga - para ter ousadia boxe - p’ra ganhar confiança... Mas quando chega o momento De optar… sou… decadente, Recorrente e insistente. Opróbrio raro e demente, Ver uma mulher seduz-me, Faz-me vibrar, deslumbro. Vê-la falar, elegante; Vê-la deslizar, sensual Como vestal, deslumbrante Seu peito assim, saltitante Sua graça embriagante olho com gosto, caramba, lamento ser tão ...normal. Mas eu confesso que sinto - neste corpo tão cansado Que da vida já viu tanto... Ainda sinto um desejo Que m’ envergonha bastante Por ser já tão deslocado tão antigo, assim tão fora do mais moderno critério. Valia mais estar calado Mas amigos, já agora Assumo completamente: - Tenho esse problema sério. Nunca integrarei partidos Onde não sou desejado. No planeta das tais cores não tenho dia aprazado, nem bandeira, nem veado, nem “orgulho” especial! Sou mesmo do “outro lado” dito “heterossexual” e já me chateia um bocado Ter que dizer, embaçado, que me atrai o feminino e sou apenas “normal”! - e, portanto, avariado. Mas… mesmo assim, - saudosista, imensamente atrasado, terrivelmente cercado, conservador nesse ponto, foleiro, desajustado... perdoai-me tal pecado - Não me sinto ...assim tão mal

sexta-feira, 2 de março de 2018

TOURADA
DE 
ARY DOS SANTOS
Não importa sol ou sombra 
camarotes ou barreiras 
toureamos ombro a ombro 
as feras. 
Ninguém nos leva ao engano 
toureamos mano a mano 
só nos podem causar dano 
espera. 

Entram guizos chocas e capotes 
e mantilhas pretas 
entram espadas chifres e derrotes 
e alguns poetas 
entram bravos cravos e dichotes 
porque tudo o mais 
são tretas. 

Entram vacas depois dos forcados 
que não pegam nada. 
Soam brados e olés dos nabos 
que não pagam nada 
e só ficam os peões de brega 
cuja profissão 
não pega. 

Com bandarilhas de esperança 
afugentamos a fera 
estamos na praça 
da Primavera. 

Nós vamos pegar o mundo 
pelos cornos da desgraça 
e fazermos da tristeza 
graça. 

Entram velhas doidas e turistas 
entram excursões 
entram benefícios e cronistas 
entram aldrabões 
entram marialvas e coristas 
entram galifões 
de crista. 

Entram cavaleiros à garupa 
do seu heroísmo 
entra aquela música maluca 
do passodoblismo 
entra a aficionada e a caduca 
mais o snobismo 
e cismo... 

Entram empresários moralistas 
entram frustrações 
entram antiquários e fadistas 
e contradições 
e entra muito dólar muita gente 
que dá lucro as milhões. 

E diz o inteligente 
que acabaram asa canções