sábado, 16 de setembro de 2017

Porque quase tudo é possível
Porque as verdades doem,
Porque podem fazer mossa,
Porque sou emigrante aqui,
Porque penso livre, sem rede, sem balizas,
Porque sou político, somos todos um pouco,
Porque não milito em nenhum partido,
Porque não sou a engrenagem,
Porque estou integrado nela,
Porque vem aí a campanha política eleitoral,
Porque vamos ter eleições,
Porque são muito importantes para todos nós,
Porque o meu olhar registrado,
Porque o meu pensamento escrito,
Porque podem ser conotados com política,
Porque podem ser criticados e devem,
Porque podem ser censurados, o que não seria inédito,
Porque não tenho algum interesse antecipado na manutenção ou na mudança,
Porque os temas agora são dos gladiadores políticos profissionais, e,
Porque sei ver, ouvir e calar, é isso que vou tentar fazer em relação a política, até ao próximo ato eleitoral.

Francisco Parreira 16-09-2017

quarta-feira, 12 de julho de 2017

O alentejano mais pobre da aldeia só tinha uma bicicleta, mas um dia aparece no Café Central com um descapotável.
Admirados, perguntam os conterrâneos:
'Atão cumpadri, onde arranjou esse carrinho?'
 
'Nem calculam! Na estrada vi uma moça, por acaso bem jeitosa, a chorar e perguntê 'o que é que se passa?' Atão ela disse-me 'veja lá, um carrinho tão novo e já avariado!'. Atão, abri o motor, liguê dois fios e pronto! O carro estava arranjado. Atão ela puxou-me para trás de um chaparro,despiu-se toda e disse-me 'para pagar o trabalho que o senhor teve, faça o que  quiser!'. E eu fiz o que quis, meti-me no carro e abalê com ele.' 

Em coro, respondem os outros:
'E vossemecê fez muito bem. De certeza que a roupa também nã lhe servia...'

terça-feira, 27 de junho de 2017

Dá que pensar o " em que estás a pensar " Dá que pensar para onde caminha a sociedade em que vivemos. Hoje ao balcão de uma clínica, enquanto esperava para ser atendido, a empregada perguntou a uma senhora o ano do seu nascimento, 1997 foi a resposta, de seguida a empregada devolveu à senhora a requisição dos exames, pedindo-lhe para assinar na cruzinha e pôr o contacto, passando, a escrever no computador, depois de assinar a senhora vira-se para a empregado,para que é o contacto? pode ser necessário repetir algum exame, e qual é o contacto? o numero do telefone por exemplo, há o número do telefone eu não sei, virando-se para outra senhora, já cinquentona, tia qual é o número do telefone, o numero do telefone não sei. a empregada matriquelhando no seu teclado, pergunta qual o código postal, a senhora mais nova vira-se e pergunta: tia qual é o código postal, o código postal eu não sei.a empregada, então qual é o nome da rua, tia qual é o nome da rua, a rua é a xxxxxxxxxxx, a empregada, então e qual é o número? tia qual é o número, o número eu não sei, a empregada dando por terminado o seu trabalho disse: agora é só aguardar que a chamem. Enquanto durou este diálogo, a tia cinquentona e a sobrinha de vinte, pela data do nascimento, mãe de dois filhos, lindas crianças, que também estavam presentes, cada uma das senhoras manuseava um telemóvel de alguma tecnologia, onde nem uma nem outra, depois de várias tentativas, conseguiram encontrar o número do telefone, para serem contactadas. Isto foi real, hoje dia 27-06-2017, do século 21,leva-me a pensar para onde caminha a sociedade a que podemos chamar " netos de ABRIL ".
É com satisfação que passo pela rua Francisco Xavier - Casais de Mem-Martins - e vejo o trabalho ali efectuado, passeios de calçada portuguesa reparados, outros dois lances feitos de novo, em lotes que talvez nem se saiba ao certo a quem pertencem. Em volta do antigo forno da cal, foram alargados os passeios, que já muito embelezam aquele pequeno cantinho, aí parece que os trabalhos ainda não estão concluídos, ainda lá se encontram alguns materiais, e, muito ainda há para fazer ali. Três ou quatro árvores , seria a cereja no cimo do bolo, mas isso só para o inverno, agora nestes meses de canícula, plantar árvores naquele árido e tórrido terreno, que foi ali colocado, quando da feitura do forno.para protecção das suas paredes, seria condená-las à secagem rápida. como em quase todas as obras, há pormenores que só à posterior se constatam, estes melhoramentos não fugiram à regra. veja-se o declive que há de um passeio para o inicio de uma rua sem saída naquele local, sem qualquer protecção, talvez merecesse um pequeno resguardo. Este passeio está a ser bastante utilizado pelos alunos da Escola Secundária de Mem Martins,mesmo ali em frente. As imagens mostram melhor que as minhas palavras, a realidade do loca

sexta-feira, 26 de maio de 2017