quinta-feira, 25 de março de 2021

 Acrostica de Andorinha

A – Ave migratória que ao chegar

N – Noticia a primavera,

D – De sul para norte vinda,

O – Ornamenta nossos beirais,

R - Reunidos os casais,  

I – Iniciam apreçados,

N – Ninhos feitos de barro do chão,

H – Habitação para seus filhos que crescidos,

A – Acompanham os pais na sua primeira migração.
25-03-21.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

 António e Francisco

Francisco – Malaquias de onde vens a uma hora destas? António – Venho da romba. Francisco – Ó Malaquias com essa idade já devias ter assentado e ter juízo. António – Juízo? Nem penses nisso. Agora que eu estou a ficar como o vinho do Porto… cada vez melhor. Francisco – Nem que te diga… se continuas nessa vida nem sei o que te vai acontecer… pelo menos não te metas em sarilhos. António – Quais sarilhos… é agora que posso aproveitar. Francisco – Pois é o que faz não teres compromissos. António – Compromissos??? O que é isso? Francisco – Olha é isto… algema. António – Bem fiz eu que nunca me deixei prender. Francisco – Solteirão! António – Solteirão, mas bom rapaz. Francisco – Ai já há controvérsias. António – Isso já são as más línguas… como as cuscas do 2º andar. Francisco – Se fossem só as do segundo. António – Bem, vou mas é dormir que a minha noite começa agora. Francisco olha para o relógio e diz: Mas são 9h da manhã.
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A conversa de vídeo terminou.

Laurette enviou a mensagem: 3 de Fevereiro às 18:53

Laurette anulou o envio de uma mensagem

Marisa enviou a mensagem: 3 de Fevereiro às 18:53

tão lindo ❤

Laurette enviou a mensagem: 3 de Fevereiro às 18:55

É melhor apagar e m

 triz

Beatriz enviou a mensagem: 30 de Janeiro às 19:40


Marisa enviou a mensagem: 30 de Janeiro às 22:11

(Beatriz e Alcina encontram-se nas escadas) Alcina – Já viu vizinha que injustiça? A minha cadela não anda nas escadas… não é ela. Ela anda sempre de elevador… sempre. Beatriz – Pois… pois… Tem que ter paciência… sabe como são as pessoas. Alcina – Paciência? Até estou a ter paciência a mais isso é uma injustiça. Beatriz – Bem… tenho que ir embora… (Beatriz entra em casa e fala com o gato) Olha Félix se descobrem que és tu a fazer xixi nas escadas… nem as tuas 7 vidas te vão chegar! Laurette e Glória Laurette faz vídeo chamada a Glória. Laurette – Vá mulher atende! Olá! como estás? tenho tantas saudades tuas, agora nem à missa podemos ir. Glória -tens razão Pancracia, não falamos há muito tempo. Ainda bem que existem estas tecnologias para nos vermos e falarmos. Laurette – Estou aqui por casa… como todos… canto, danço, leio… isto é uma roda viva. Glória – Eu é mais lides domésticas. Olha lá, porque é que estás assim tão aperaltada? Laurette - então …sempre me vesti com elegância quer vá para a rua quer fique em casa. Temos de continuar a ter rotinas. Glória -Gabo-te a paciência, pois a mim ninguém me tira a minha batinha e os meus chinelos…quando estou em casa… tira-me tudo) Laurette – Liguei-te para te ouvir cantar… estou com saudades. (Glória canta o refrão de uma música) Glória – olha e se dançarmos? Laurette – vamos a isso! (dançam) Laurette – e se amanhã tomássemos chá juntas? Glória- boa ideia. Eu tenho umas novidade para te contar. Laurette – Ui… atá já estou com comichões. (Beatriz/ Ana e Glória) (Beatriz sai de casa e chama o elevador) Ana – A senhora mora no primeiro andar e vai sempre no elevador. Não sabe que temos que poupar! Dinheiro e o ambiente! Beatriz – A senhora meta-se na sua vida. EU pago tenho direito a andar. Se eu quiser ando para baixo e para cima o dia todo. Ana – Pois… por muitas pessoas pensarem assim é que estamos como estamos. Beatriz – Olha mas querem lá ver esta! (Glória chega) Glória – A vizinha tem razão d. Anacleta. Se paga tem direito. Ana – Eu não disse que não se aproveitava um! Nossa Senhora! Então andem, de baixo para cima e de cima para baixo… não têm mesmo senso nenhum. (Glória e Beatriz ignoram) Beatriz – obrigada por me defender. Quer vir comigo tomar um chocolate quente a Sintra. Glória – Sim, quero! Obrigada pelo convite vizinha. (Glória diz em surdina – Vou saber agora a história do professor de informática e depois conto à Pancrácia) (falta a conversa com do senhor António e do senhor Francisco que gostava de fazer quando estivessem os dois para darem ideias)

 Prédio

Ana – Neste prédio não se aproveita 1 É que são todos esquisitos Bem… pelo menos só se estragou um prédio E no meio desta confusão toda… o administrador ainda é gago… para o entender é um problema. Francisco – É que não tenho sorte nenhuma Agora tenho que fazer a convocatória para a reunião de condóminos… Ora… vamos lá. Sito, Rua dos Quebra cus nº 4 Ordem de trabalhos: ponto único – animais no prédio. Alcina – (abre a carta e lê em voz alta) Ponto único – animais no prédio. Acho bem. Acho muito bem que eu tenho que me queixar ao administrador porque tenho aqui uns vizinhos que não deixam dormir o meu cão. Ana – E as cuscas? Essas são as piores… são melhores que muitos detectives… dão conta de tudo que se passa aqui… são piores que eu! Cuscas – (telefonema) Laurette ouve barulho e diz que tem que desligar que está a ouvir um barulho na escada e que tem que ir espreitar. Beatriz (tocam á campainha) Outra vez??? Já disse que não é aqui É que passam o dia nisto E depois aquelas duas cuscas estão sempre a dizer que a minha casa é um entra e sai… se isto chegam aos ouvidos do meu homem… nem quero imaginar!! Ana – E para fechar ainda temos por aqui um dom Ruan… dom Ruan de Alcochete que aquilo não é dom Ruan nem aqui nem na China! António – (a chegar da festa) Isto é que é viver a vida. A chegar a casa às 8h da manhã… Que noite… Pois que noite… embora eu vá dormir agora… que é dia… Ai, ai… Boa noite d. Anacleta Ana – Bom dia quer o senhor dizer. António – Não, eu quero mesmo dizer boa noite… então se é agora que vou dormir…. Ana – (deixa ir embora o sr. António) Eu bem digo que esta gente é toda estranha. Reunião de condóminos Francisco – Está aberta a reunião. Alcina – (Faz queixas) Beatriz – Eu não sou eu adoro animais. Glória – Eu não sou… eu até sou sócia da associação protectora dos animais. Francisco – Mau… vocês entopem a minha caixa de email com queixas…. E agora está tudo bem? Laurette – Tem a certeza que é deste prédio? Eu nunca ouvi ninguém a queixar-se. Alcina – Vocês são uns sínicos. Não gostam da minha cadela e agora vêm dizer que gostam de animais? Para mim chega, eu vou embora que aqui não se resolve nada Eu vou resolver as coisas à minha maneira. Laurette – Olha para ela!! Coitadinha da cadela, é uma santa por isso é que se vê xixi nas escadas. Ana – Pois… e eu que o diga. Que sou eu que limpo. Alcina – Olhe d. Anacleta você está a mentir… a minha cadela não é… ela é fina… só anda de elevador. Francisco – Pronto, pronto… está encerrada a reunião… eu vou averiguar.
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

 Covid 19

Estou cansado,

Estou farto,

Longa é a reclusão,

Em casa prisioneiro,

Cumprindo condenação,

Por crime não praticado,

Tendo isso em atenção,

A culpa é do maldito,

Vírus contagiante,

Sem descriminação,

Contagia novos e velhos,

Homens, mulheres e outros,

O que estiver à mão,

Para semear e a eito,

Faz a sua sementeira,

Sem escolher o chão,

Progride a olhos vistos,

Sem estremas nem fronteiras,

Neste Lusitano Torrão,

Resta-nos esperar,

Esperançados na derrota,

Que as vacinas lhe darão,

Para nosso sossego,

Afecto e liberdade,

Para nossa consolação.

 

Rio de mouro, 31-12-20

Francisco Parreira.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

 Adeus Ano velho 2020

Na minha história de vida
Conto oitenta primaveras
Olho para trás e vejo
Que sonhei muitas quimeras.
Vou sentindo algum cansaço
mas isso não me desanima
Vou aprendendo no dia a dia
A viver com maestria.
A vida é uma estrada
Que procuramos percorrer
Com curvas e contra curvas
Que nós temos que vencer.
O ano 2020 foi difícil de viver
Venci muitos obstáculos
Porque guerreira eu nasci
Lutarei para ser feliz
Que mais posso eu querer...
Despeço-me agradecida
Deste ano que vivi...
Coisas boas e outras não
Mas a vida é mesmo assim.
Então foi Natal, o novo ano
Está a chegar nele depósito a Esperança de alguns sonhos
Concretizar.
O ano 2021 será mais um desafio
Estou pronta para continuar
A Viver com a alegria
De quem tem muito para dar
E também para receber.
Será um ano de esperança
Cumprirei o meu destino
Nele tenho confiança
Laurette Urbano

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

 

RECICLAR   

FAVAS

I - Reciclar é preciso,

Acção que levo a peito,

Reciclo o que posso,

Disso tiro proveito.

II – Fava- rica já ouvi,

pelas ruas de Lisboa,

das favas era pregão,

prenúncio de coisa boa.

III – Estas depois de secas,

eram para semear,

o tempo não veio a jeito,

tiveram que esperar.

IV – Assim a época passou,

O covid foi culpado,

Deste nobre produto,

Não ser semeado.

V – Como sou poupadinho,

Não o quis ver estragado,

Com bom gosto e jeito,

Assim foi reciclado.

 

 

 

 

VI – Este produto genuíno,

No Alentejo criado,

Temperado a meu gosto,

Para assim ser degustado,

VII – Já sei não posso abusar,

Nisso tenho orgulho,

Como pouco de cada vez,

Sem empanturrar o bandulho,

Rio de Mouro 07-12-20

Francisco Parreira.