sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

C R E S C I M E N T O
Um simples desabafo, “ e agora? ”
Trincolejou uma campainha
Na portentosa mente
Daquela tua mãe, princesa e rainha.
Tu Projecto Criar Afectos
Assim foi teu início
Pequenino à nascença
Perspicaz, robusto e audaz
Limpo de qualquer vício,
Um saudável rapaz
Foi muito bom te encontrar
Com poucos meses de idade
Na junta de freguesia
Do pouco, muito que tinhas para dar
Aceitei-o agradado no próprio dia
Para viver de forma diferente
A triste e monótona reforma
Para viva alegre e sorridente
Na ginástica e inglês estive presente.
Nos anos seguintes
Outras actividades iniciei
Já na Casinha dos Afectos
A leitura, os versos e a escrita retomei
Há tantos anos esquecidos
O teatro abracei.
Tu sempre em crescendo
Com diferentes autarcas na Junta
Um presidente jovem filho da terra


Cheio de ideias e criatividade
Com a brilhante estrela do Projecto
Deram-te novo estatuto
Passaste e ser Universidade
Universidade Sénior Criar Afectos de Rio de Mouro
Por USCARM siglada
De instalações mudaste
À RUTIS estás ligada.
De crescer não paraste
Tua área hoje inadequada
Para tanta actividade e vida
Não sei se já reparaste
Vais ter que te instalar
No outro lado da linha
Onde muito será diferente
Para melhorar a vida
Aos seniores aderentes
Cada vez mais presentes
E querem continuar.






21-12-18 Francisco Parreir

sábado, 8 de dezembro de 2018

C A B O S
I
Se de cabos falamos,
Temos que ter a certeza,
Do que a tratar estamos,
Com verdade e clareza.
II
Cabos entrando pelo mar,
São relevos naturais,
Onde faróis sobem pr’o ar,
Para de noite dar sinais,
III
Nas Forças Armadas,
Temos cabos promovidos,
Para funções variadas,
Onde são os mais validos.
IV
Nos utensílios manuais,
Cabos sãs pau direito,
Para trabalhos rurais,
São esses que fazem jeito.
V
Para trabalhos oficinais,
Os cabos são tão díspar,
De palmo, metro ou mais,
É preciso os adaptar.




VI
De cobre os cabos são,
Para electricidade transportar,
De alta ou baixa tenção,
Temos bem que os isolar.
VII
Sendo muita a força a fazer,
Cabos de aço nós prendemos,
Para grandes pesos mover.
É assim que procedemos.
VIII
Com várias utilizações,
Cabos de cordas de fios,
Usam destintas guarnições,
Na movimentação dos navios.
IX
Diverso é o material,
Para cabos construir,
Madeira, plástico ou metal,
Em cada caso o que convir.
X
Tanto há para saber,
De vários cabos não falo,
Por alguns desconhecer,
Aqui por isso me calo.

08-12-2018 - Francisco Pa

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

E N C O N T R O
 



I
Cruzaste-te no meu caminho,
Projecto Criar Afectos, adorei,
Foi uma bênção, um carinho,
Que sempre agradecerei.
II
Este encontro casual,
Em transição meu estado,
De trabalhador normal,
Para activo reformado.
III
Tu não foste uma miragem,
No teu meio reconhecera,
O valor desta paragem.
Em Rio de Mouro, nunca descera.
IV
A junta libertou instalação,
Primeiras actividades ministradas,
Onde com grande atenção,
Eram as mesmas executadas.
V
De simples dormitório,
Adoptei-te terra minha,
Pelo carinho meritório,
Recebido naquela casinha.
VI
Como cresceste com a idade,
Só a casinha não chegou,
Passaste a universidade,
Onde agora estou.


VII
Na Rutis estás integrada,
Com maior abrangência,
Tanta disciplina ensinada,
Com amor, saber e paciência.
VIII
Quantos mais não sabemos,
Sem pararem de aumentar,
Todos ali não cabemos,
Teremos que nos mudar.
IX
Aos voluntários sem excepção,
Lhes tenho que agradecer,
De todo o meu coração,
O bem que estão a fazer.
X
Para termos o que temos,
Muito trabalho foi feito,
A várias pessoas o devemos,
Levarem o Projecto a peito.
XI
Magicou a Doutora Marisa,
Presidente Filipe deu o Amém,
Presidente Bruno arremangou a camisa,
Esperemos o que ainda aí vem.


07-12-2018
Francisco Parreira

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Banco Alimentar Decorreu, foi um sucesso, A recolha do Banco Alimentar, Assim o disse a Presidenta, Todos ficaram a ganhar. Voluntários ganharam prestígio, Com paciência e carinho a pedir, Nos locais de angariação, Os saquinhos a distribuir. Nos locais de recolha, Árduo trabalho decorreu, Na separação e acondicionamento, Até o nosso presidente apareceu, Apareceu, não foi sozinho, Ia bem acompanhado, De Cabo Verde o Presidente, Andou ali a seu lado. Para os milhares de voluntários, Sem descriminação da idade, Distribuídos merecidos elogios, Sem cumplicidade nem vaidade. Na distribuição do produto, Que esta acção recebeu, Que seja o mesmo entregue, A cada um o que é seu. 03-12-2018 – Francisco Parreira Muitos são os beneficiados, Como as campanhas mostraram, Primeiro os distribuidores, Onde os milhões de euros ficaram. Como fieis depositários, Pelo seu trabalho e maneio, Arrecadam os seus lucros, Não lhes fica nada feio. Ao carecido governo, O IVA cobrado vão entregar, Cobrança justa ou injusta, Só vós o podeis julgar. Sem uma palha bulir, Maquia vai receber, O grande beneficiário, Para mim está bom de ver. Com alguns meses de atraso, O produtor vê o dinheiro, Na minha maneira de ver, Deveria ser ele o primeiro. Não quero entrar em polémica, Por isso vou terminar, Quanto á distribuição dos géneros, Veremos onde alguns vão parar

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Assunto: Num banco em Beja - Bom dia, ê queria alevantar 50 êros - Aqui no balcão só a partir de 200 euros. Tem de ir ao multibanco - Mas ê na sê trabalhar com aquela máquina... - Então tem de vir outro dia e o meu colega ensina-o - Está bem, atão queria levantar 200 êros - Aqui estão. Deseja fazer mais alguma operação? - Sim. Quero depositar 150 êros PS: Para tornear este "atendimento personalizado" é preciso ser-se "ALENTEJANO DE GEMA"

sábado, 17 de novembro de 2018

Lisboa já tem sol mas cheira a lua Quando nasce a madrugada sorrateira E o primeiro eléctrico da rua Faz coro com as chinelas da ribeira Se chove cheira a terra prometida Procissões têm o cheiro a rosmaninho Nas tascas da viela mais escondida Cheira a iscas com elas e a vinho Um cravo numa água furtada Cheira bem, cheira a lisboa Uma rosa a florir na tapada Cheira bem, cheira a lisboa A fragata que se ergue na proa A varina que teima em passar Cheiram bem porque são de lisboa Lisboa tem cheiro de flores e de mar Cheira bem, cheira a lisboa A fragata que se ergue na proa A varina que teima em passar Cheiram bem porque são de lisboa Lisboa tem cheiro de flores e de mar Lisboa cheira aos cafés do rossio E o fado cheira sempre a solidão Cheira a castanha assada se está frio Cheira a fruta madura quando é verão Teus lábios têm o cheiro de um sorriso Manjerico tem o cheiro de cantigas E os rapazes perdem o juízo Quando lhes dá o cheiro a raparigas Cheira bem, cheira a lisboa A fragata que se ergue na proa A varina que teima em passar Cheiram bem porque são de lisboa Lisboa tem cheiro de flores e de mar

domingo, 11 de novembro de 2018

Rimas para dois Ó! Estás aqui trigueirinha? Muito gosto em te encontrar, Tempo há não te via, Para contigo despicar. Para contigo despicar, Eu os olhos bem abri. Para me não rasteirares, Aqui na sede da ARPI. Aqui na sede da ARPI, Quero contigo rimar, Agora assim lado a lado, Vamos lá começar. Comecemos agora mesmo, Sem nada ficar esquecido, Como tu sempre esqueces, Quando te chamo querido. Sempre me chamaste querido, Em verso ou a cantar, Tenho-te tanta amizade, Quero contigo continuar. Para contigo continuar, Depois de tanto moinar, Quero tudo explicadinho, Sem por dizer nada ficar. Sem rodeios nem trapalhice, É assim desta maneira, Que estou aqui encantado, Minha fiel companheira. Falas tu da companheira, Que te ocupa todo o tempo, Em trabalho e brincadeira, Sem te roubar o talento. Sem me roubares o talento, Contigo estou a versar, Sem desvios nem mentiras, Fazemos um lindo par. Fazemos um lindo par, Sem fofocas nem falatório, Lembras-te? Assim desta maneira, Fomos juntos ao cartório. De lá saímos sozinhos, Eramos dois, cinco agora, Venha de lá esse abraço, Vamo-nos daqui pr’a fora. 11-11-18 – Francisco Parreira.