quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A Letra "P" (inacreditável).

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Para provocar pensadores ...
  A língua portuguesa, junto com a francesa, são as ÚNICAS línguas neolatinas na face da Terra que são completas em todos os sentidos... quem fala português ou francês de nascimento, é capaz de fazer proezas como esse texto com a letra "P". Só o português e o francês permitem isso...  a língua inglesa, se comparada com a língua portuguesa, é de uma pobreza de palavras sem limites...


 (Também não é assim tanto e neste texto há algumas falhas de sintaxe... por ser Português do Brasil? )
 

A LETRA "P"

"Apenas a língua portuguesa nos permite escrever isso...
     
Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.

Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para Papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.

Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.

Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.
Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.

Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.

Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.

Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo. Pereceu pintando...
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

                                                      SEXTO ANIVERSÁRIO DO
                              projecto criar afectos
 Uma festa muito boa,
aquela onde estive hoje.
naquela aconchegada sala,
em Fitares,  na  Rinchoa.
Onde deram a cara e o peito,
os voluntários castiços
para mostrar,
todo o trabalho feito.
Com amor e dedicação,
para no sexto aniversário
do Projecto Criar Afectos,
fazer a representação.
O Projecto está maior,
cresceu muito,
tem agora novo nome,
é a Universidade Senior.
Por muitos acarinhada,
criticada por descrentes,
esta nova  valia,
em Rio de Mouro locada.
como manda a legislação,
de papelinho passado, 
agora é a USCARM,
que trago no coração. 

09-02-15
Francisco Parreira

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Vida

Vida: 
sensualíssima mulher de carnes maravilhosas 
cujos passos são horas 
cadenciadas 
rítmicas 
fatais. 
A cada movimento do teu corpo 
dispersam asas de desejos 
que me roçam a pele 
e encrespam os nervos na alucinação do «nunca mais». 
Vou seguindo teus passos 
lutando e sofrendo 
cantando e chorando 
e ficam abertos meus braços: 
nunca te alcanço! 
Meu suplício de Tântalo. 
Envelheço... 
E tu, Vida, cada vez mais viçosa 
na oscilação nervosa 
das tuas ancas fecundas e sempre virgens! 
À punhalada dilacero a folhagem 
e abro clareiras 
na floresta milenária do meu caminho. 
Humildemente se rasga e avilta 
no roçar dos espinhos 
minha carne dorida. 
E quando julgo chegada a hora 
meu abraço de posse fica escancarado no ar! 
Olímpica 
firme 
gloriosa 
tu passas e não te alcanço, Vida. 
Caio suado de borco 
no lodo... 
O vento da noite badala nos ramos 
sarcasmos canalhas. 
Não avisto a vida! 
Tenho medo, grito. 
Creio em Deus e nos fantásticos ecos 
do meu grito 
que vêm de longe e de perto 
do sul e do norte 
que me envolvem 
e esmagam: 
— maldita selva, maldita selva, 
antes o deserto, a sede e a morte! 

Manuel da Fonseca, in "Rosa dos Ventos"
Este poema de Fernando Pessoa é hoje dedicado aos meus AMIGOS. 
 cid:49F0896EC11A415AAC55C52524CEE626@SeverinoPC
  "Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas atiradas fora,
das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos,
dos tantos risos e momentos que partilhámos.


Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das
vésperas dos fins-de-semana, dos finais de ano, enfim...
do companheirismo vivido.


Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.

Hoje já não tenho tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja
pelo destino ou por algum
desentendimento, segue a sua vida.


Talvez continuemos a encontrar-nos, quem sabe... nas cartas
que trocaremos.

Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto
se tornar cada vez mais raro.


Vamo-nos perder no tempo...
 
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e
perguntarão:
Quem são aquelas pessoas?

Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!

- Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons
anos da minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...

 
Quando o nosso grupo estiver incompleto...
reunir-nos-emos para um último adeus a um amigo.

E, entre lágrimas, abraçar-nos-emos.
Então, faremos promessas de nos encontrarmos mais vezes
daquele dia em diante.


Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a
sua vida isolada do passado.

E perder-nos-emos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não
deixes que a vida
passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de
grandes tempestades...

 
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem
morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem
todos os meus amigos
 !"

                                                        Fernando Pessoa